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''Bem-vinda ao Pérola Negra!''

analus2jack — 03-04-2008 GTM 1 @ 20:30

(Continuação do último post)
O navio sai do portoe começa a navegar mar afora. Alice estava sentada no chão pensando no que teria ocorrido com sua mochila que o Capitão havia pegado. Sua gata estava lá dentro!
''E se matarem ela para fazer comida?'', pensa Alice. ''Espere um pouco! Eles são piratas e não bárbaros!''
Estava tão concentrada em seus pensamentos que nem vira que o Capitão havia entrado e estava olhando pra ela.
--Não devia ficar tão concentrada em seus pensamentos. Assim você se distrai.
Alice assusta e diz:
--E você é...
--Capitão Jack Sparrow, o pirata dos 7 mares! E você?
--Alice Baudelaire. E EU QUERO A MINHA MOCHILA DE VOLTA!
--Calma! O que tem de tão importante na sua mochila?
--Minha gata! ... E meus pertences.
--Ah! Tá lá no meu quarto. Mas o que te traz ao meu navio?
--Estou fugindo da Guarda Real Francesa.
--Ah, sim! Bom, eu queria saber, você quer trabalhar em meu navio?
--Como o quê?
--Sei lá! O que você quiser!
--Ah, então eu quero! Posso comandar o timão? Eu sei pilotar!
--Como você quiser! Assim me dá um descanso. Então, ... Bem-vinda ao Pérola Negra srta! Tripulação! Digam ''olá'' pra srta. Alice Baudelaire!
--Olá!-- respondem os tripulantes.
E alguém grita dos convés:
--Capitão! Um navio pirata está se aproximando!
--Ah! É o Estrela do Sul com sua Capitã Catherine Lohan. Já estava com saudades dos negócios dela. Vamos Alice?
E disse com um certo ciuminho:
--Vamos!
Os dois chegam nos convés e os navios estam alinhados com uma ponte entre eles.
--Capitão Sparrow! Quanto tempo!-- diz Catherine pulando pra dentro do Párola Negra. --Tem alguma novidade?
--Acabei de saquear Port Royal! E aí? Tem alguma coisa, um plano, um serviço?
--Eu saqueei a Guarda Española. E por um acaso, eu sou uma velha ''amiga'' da filha do Governador de Port Royal, a srta. Elisabeth Swam.
--Oh! Sim! Eu a conheço!
--Você a conhece?-- pergunta Catherine e Alice.
--Sim! Eu tive uma amizade colorida com ela. Mas acabou. Ela ama o filho de Bootstrap, Will Thurner.
--Já ouvi falar em Bootstrap. Mas como estava falando, a srta. Swam vai fazer aniversário hoje. Você quer ir disfarçado? Assim a gente pode roubar os presentes, o dinheiro arecadado, além de comermos e bebermos á vontade!
--Tô nessa!
--Então me encontre amanhã em Port Royal. Bill! Traga os disfarces!
--Está aqui Capitã!
--Obrigado, Bill!
--Está aqui seu disfarce Jack.
--Obrigado!
--Er... Tem disfarce pro resto da tripulação? --pergunta Alice.
--Tem? --pergunta Jack para Catherine.
--Olha, não tem pra toda a tripulação. Uma parte da tripulação ficará no navio até alguém dar um sinal de que pode começar o saqueamento oculto. Mas se você quiser ir pra festa com a gente...
--Quer dizer que eu posso ir? --pergunta Alice toda animadinha.
--Pode! Eu tenho aqui uns vestidos...
--Não! Eu já tenho um maravilhoso que roubei da própria Eliosabeth. Era pra ser o presente de aniversário dela. Ela só o viu 1 vez!
--É, mas aí ela vai desconfiar!
--Mas eu dou uns ajustes nele!
--Então tá! Se acontecer algo com você, eu não te conheço!
--Ok!
--Tchau Jack! --despede-se Catherine. --Tchau gatuninha! Içar velas! Levantar âncora!
--Ei! Eu tenho nome, tá?! --grita Alice. Mas Catherine não ouve.
--Içar velas, levantar âncora! --grita Jack a tripulação. --Alice vai pro timão.
E ela faz rima:
--Sim Capitão!
E o navio parte.
(Continua no próximo post)

Ao comentário do Rock

analus2jack — 14-03-2008 GTM 1 @ 20:23

Desculpe Rock, não entendi o que você quis dizer no seu comentário (Jack Spaaarrow!! :P). Dá pra explicar melhor?

Alice conhece Jack e sua tripulação

analus2jack — 04-03-2008 GTM 1 @ 22:28 Tags:

Como eu já disse, Alice vai para Port Royal.
A fome bateu. Com a ajuda de Katina, sua gata de estimação, ela consegue roubar maçãs na feira. Um feirante descobre Alice e grita:
--Socorro!!! Uma ladra na feira!!! Aquele gato! Está roubando comida para aquela mulher!!!
Alice e Katina se escondem o dia todo graças às velhinhas bondosas que as escondem e ainda oferecem biscoitinhos, aos disfarces de gente importante (vestidos chiques que elas roubam das damas e das lojas) e subornos de crianças.
Não se sabe como, as duas vão parar no Palácio Governador. Alice está disfarçada de empregada e Katina está escondida dentro de sua mochila. Aos poucos, Alice rouba comida e objetos valiosos. Aquele dia era o aniversário de Elisabeth.
Elisabeth vai tomar banho; e vocês sabem como é. Ela gosta de encontrar as coisas que vai vestir em cima da cama após o seu banho. Alice fica como a arrumadeira do quarto de Elisabeth. Aproveitando a demora do banho, ela começa afuçar nas coisas dela até achar aquele medalhão da maldição do Pérola Negra.
--Um medalhão de piraataaaa!!!... --Exclama ela.
E fica comtemplando o medalhão. Alguém bate na porta. É o Governador querendo dar o presente de aniversário a Elisabeth.
--Olá! Gostaria de dar isto a Elisabeth. Onde ela está?
--Oh! Ela foi tomar banho, senhor.
--Você poderia entregar o presente para ela?
--Oh, sim! Claro!
--Engraçado, eu nunca te vi aqui!
--Viu sim! Talvez tenha esquecido. São tantas as empregadas!
--É, realmente! Tenho muitas empregadas; mas eu lembro de todas elas.
--Mas não lembra de mim!
--Exatamente!
Alice dá um sorrisinho amarelo:
--XD
O Governador olha pra ela com cara-de bunda:
-- ¬¬
Enquanto isso, Jack ataca o Pérola Negra. Jack e Barbossa lutam de espadas.
Barbossa duvida que Jack vai ganhar a luta:
--Meu caro, o negócio é só com nós dois. E eu te desafio a uma luta: se você ganhar, fica com o navio e com a tripulação.
--Negócio fechado!
E grita:
--Ouviram isso marujos?
Jack vence a guerra jogando Barbossa no mar. Ele fica com o navio e toda a tripulação.
Voltando ao Palácio do Governador...
O Governador sai na dúvida se está ficando louco ou se a arrumadeira é uma pilantra. A xereta abre o presente que é um vestido de seda lindo e caríssimo com bordados de oura puro.
--É lindo! Pena que não cabe na minha mochila!
Mas com jeito Alice enfia o vestido na sua mochilinha.
Elisabeth aparece no quarto:
--O que está fazendo?
--Oh! Você é Elisabeth?
--Sim! Ei! Eununca te vi aqui!
Alice coxicha a Katina:
--Sujou!
--Er... Tenho que ir embora! --Diz Alice.
--Espere aí! Esse vestido é meu!
--Como sabe?
--Eu sei que você nunca usaria um desses! --Diz Elisabeth com ar de elevada.
--Errado! Esse vestido foi o Governador quem me deu. Imagina! Presente de aniversário antecipado. Ele é tão bondoso!
E a gatuna sai pela janela.
--Volte aqui com meu vestido!!! --Grita Elisabeth. --Pai!
Chega o Governador:
--Que é filha?
--Uma gatuna entrou no meu quarto e roubou o vestido que voc~e ia me dar!
--Ah, eu sabia! Sabia que ela era uma pilantra!
--Jack e sua tripulação resolvem saquear Port Royal pra mostrar a todos que conseguiu o Pérola Negra.
A Guarda Real vai atrás de Alice no momento da invasão do Pérola Negra. Vira a maior bagunça. Alice se esconde. Ela tenta se proteger. Ela não faz a menor idéia do que está acontecendo. Vai até o porto na esperança de encontrar um lugar seguro para se esconder. Distraidamente, Alice e Katina entram num navio saem saber que ele é o Pérola Negra.
(Continua no próximo post)

A história de Alice Baudelaire

analus2jack — 04-03-2008 GTM 1 @ 21:10

Alice Baudelaire nasceu na cidade de Bordeaux. Passou sua infância criada pelas tias-avós (devido ao fato de que seus pais morreram, a única família eram suas tias-avós). Alice não gostava de suas tias-avós, então, resolveu fazer uma trama pra elas pensarem que ela tivesse morrido, e fugiu.
Alice começou a morar na floresta, mas para seu desencanto o que era bom se acabou. Um pescador que a conhecia, descobriu-a numa cabana abandonada. Então ela se tornou andarilha.
Alice sempre procurava fazer o certo. Mas ás vezes, era difícil fazer o que é certo. Então, ela resolveu fazer só o que achava mais fácil. Teve vários amores, fez várias amizades e cativou uma gata vira-lata.
Um dia, Alice vai parar na cidade de Port Royal.
(Continua no próximo post)

Personagens e sinopses dos 3 filmes de Piratas do Caribe

analus2jack — 28-02-2008 GTM 1 @ 22:23

Aviso: Para ler os posts do meu blog, você tem de assistir os 3 filmes de Piratas do Caribe.

------------------------------Sinopses-------------------------------
Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra
No século XVII, o navio do pirata Jack Sparrow é saqueado pelo capitão Barbossa e sua tripulação que, a seguir, invade a cidade de Port Royal e rapta Elizabeth Swann, a filha do governador.
Com a ajuda de Will Turner, um ferreiro amigo e apaixonado por Elizabeth, Jack decide recuperar seu navio. Porém, o navio Pérola Negra, de Barbossa, sofreu uma maldição por conta de um tesouro, fazendo que quem o navegue se torne imortal e vire zumbi à luz do luar.

Piratas do Caribe - O Baú da Morte
A trama gira em torno de uma dívida de sangue do Capitão Jack Sparrow para com Davy Jones, um monstro lendário que vive no navio fantasma Holandês Voador. Para escapar de seu credor, o Capitão Jack precisa recuperar a chave do baú enterrado, que contém o coração de Davy Jones, e que ainda bate.
Mas há outros interessados em conseguir o baú, especialmente o diretor da Companhia das Índias Ocidentais, lorde Cutler Beckett. Ele prende Will Turner e sua noiva, Elizabeth Swann, antes do casamento deles, para que Will seja motivado a encontrar o baú antes do Capitão Jack.
A história também inclui encontros com o pai de Will, Bootstrap, que há anos perdeu sua alma para Davy Jones; com uma feiticeira jamaicana, Tia Dalma; e com o informante Mercer, que trabalha para lorde Beckett.

Piratas do Caribe - No fim do mundo
O Lorde Cuttler Beckett, da Companhia das Índias Orientais, detém o comando do navio-fantasma Holandês Voador. O navio, agora sob o comando do almirante James Norrington, tem por missão vagar pelos sete mares em busca de piratas e matá-los sem piedade. Na intenção de deter Beckett, Will Turner, Elizabeth Swann e o capitão Barbossa precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade. Porém falta um dos Lordes, o capitão Jack Sparrow. O trio parte para Cingapura, na intenção de conseguir o mapa que os conduzirá ao fim do mundo, o que possibilitará que Jack seja resgatado. Para isso eles tem que reunir a corte da Irmandade com os piratas Sr. Jocard, Sra. Feng , Sao Feng, Vinnlanueva, Ammand, Chevalle, Capitão Teagge.

-------------------------Personagens---------------------------------
Jack Sparrow
É um covarde, ousado e cara de pau, mas apenas aparenta essa covardia, pois se mostra em toda a trilogia muito corajoso e perspicaz. Sempre apronta mas se dá bem no final.

Will Thurner
Era um ferreiro que obedecia as regras, mas ao conhecer Jack foi para o lado pirata em busca de seu pai Bill Turner. Ele é um mauricinho orgulhoso e apaixonado por Elisabeth.

Elisabeth Swam
Filha do governador Swann, governador de Port Royal. Ela entrou para os piratas ao ser pega pelos piratas amaldiçoados que navegavam no Pérola Negra no Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra.

Weatherby Swam
Ele é o governador de Port Royal. Pai de Elisabeth, está sempre fazendo as vontades da filha.

Davy Jones
Cruel navegador dos mares, amaldiçoado a viver como capitão do Holândes Voador, um dos mais poderosos navios dos sete mares, por um mito sobre o amor não compartilhado. Jones e sua tripulação do mar, aniquilam todos em seu caminho.

Tia Dalma
Amante de Jones e amiga do Jack. Conhecida como a Deusa Calypso.

Barbossa
ex-capitão por 10 anos do Pérola Negra.

Comodoro Norrington
É um cara convencido que odeia piratas.

---------------------Personagens-inscritos---------------------------

Alice Baudelaire
Alice é uma gatuna andarilha ousada, ambiciosa, porém humilde. Ela é apaixonada por Jack Sparrow.

Katina
É a gata de Alice.

Catherine Lohan
É uma antiga amiga de negócios do Jack. Ela é muito séria, mas é simpática.

Bill
Bill é um dos marujos do Estrela do Sul. Ele tem 9 anos e foi adotado por Catherine desde os 4 anos.
Obs.: Q fofo! XD

Tempo

analus2jack — 25-02-2008 GTM 1 @ 20:16

Pessoal, eu só gostaria de avisar que vou ficar sem postar por um tempo rápido. Vai durar + ou - 1 semana. É rápido! É só por falta de tempo mesmo. Não se preocupem! Logo estarei de volta.
Tchaaaaaaaaauu!!!

Ana Lu

Opções de navios

analus2jack — 19-02-2008 GTM 1 @ 22:04 Tags:

Olá tripulação mais nobre dos 7 mares! Se quiseres participar do blog, escolhas um navio:
Pérola Negra. Capitão: Jack Sparrow
Holandês Voador. Capitão: [desculpe, mas é que eu esqueci o nome daquele polvo nojento. Só quem assistiu Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte é quem sabe de quem estou falando]
Guarda Real Francesa: Capitão: Comodoro
É isso aí! Por enquanto, só existem esses navios disponíveis. Mas daqui a pouco, com certeza, vem mais! Então participe! Mande-nos um comentário com:
Nome:_________
Endereço de blog (se tiver):______________________
Blog/Site (se tiver):________________________
Que tipo de pesonagem você quer ser:_____________
Navio que quer ficar:____________
Nós criaremos uma histórinha envolvendo você e os personagens de Piratas do Caribe.
----------------------------Fim-do-Post!-----------------------------

As aventuras do nosso querido capitão Jack Sparrow, vivido pelo ator Johnny Depp, misturam em doses certas emoção, aventura e suspense. Mas a vida dos piratas que efetivamente pilharam navios e cidades no Mar do Caribe era bem diferente. Brutais e sádicos, ingleses, holandeses e franceses se dedicavam a saquear, por iniciativa própria ou a mando de seus países, as riquezas que espanhóis tiravam da América.
As Ilhas do Caribe foram descobertas e colonizadas pela Espanha, em seguida à famosa viagem de Cristóvão Colombo em 1492. Pelo Tratado de Tordesilhas, celebrado com Portugal em 1494, toda a região ficava na área de domínio espanhol. Os outros países europeus não gostaram dessa partição do mundo que os deixava de fora. A resposta de franceses, ingleses e holandeses foi contrabando, guerra e pirataria.
A Espanha proibia o comércio de seus súditos caribenhos com outros europeus. Mas não supria as colônias com tudo de que elas necessitavam. Marinheiros de outros países logo aproveitaram a chance de grandes lucros contrabandeando a mercadoria desejada. Mas corriam risco de morte se fossem apanhados por algum navio guarda-costa espanhol.
Teoricamente existe uma diferença clara e importante entre pirata e corsário. O pirata é um fora-da-lei que ataca qualquer navio. O corsário é um marinheiro que recebeu licença do governo de seu país para atacar e apresar somente navios de países inimigos e, obviamente, só em caso de guerra, para isso recebendo uma carta ou patente de corso. Mas no Caribe essa distinção demorou para ficar clara. A intransigência espanhola em não abrir seus mercados fez alguns países usar corsários - no caso, melhor seria chamá-los de piratas "semi-oficiais" - mesmo em tempo de paz na Europa.
O exemplo mais famoso é o inglês Francis Drake, primeiro navegador inglês a dar a volta ao mundo, marinheiro sem igual e saqueador de várias cidades hispânicas, como Santo Domingo (na atual República Dominicana) e Cartagena de Índias (na Colômbia). Drake era nada discretamente apoiado pela Coroa britânica, para quem obteve lucros enormes. Também foi o caso de Thomas Cavendish, que saqueou Santos em 1591. A partir de 1580 (e até 1640) Portugal esteve sob domínio espanhol, o que tornava o Brasil alvo legítimo de corsários inimigos da Espanha.
Esse surto de pirataria e corso foi estimulado pela guerra religiosa. O ódio entre espanhóis católicos e ingleses e holandeses protestantes se traduziu em maior ferocidade nas Américas. Para conter a depredação de seu comércio colonial, a Espanha tomou duas medidas, tanto para proteger suas cidades como os navios que escoavam o ouro e prata americanos. Uma delas foi reunir os navios mercantes em comboios anuais protegidos por navios de guerra. Aqueles que transportavam o metal precioso eram grandes galeões bem armados com canhões. Outra medida foi intensificar a fortificação das cidades, especialmente aqueles portos em que os comboios faziam escala.
Os primeiros piratas e corsários do Caribe não tinham bases na região. Mas aos poucos foram surgindo focos de colonização de ingleses, franceses e holandeses. Alguns deles se tornariam famosos por abrigar "ninhos" de piratas. O melhor exemplo foi a Ilha de Tortuga (em espanhol), ou Tortue (em francês), conhecida pelas tartarugas que lhe deram o nome (além de ter forma parecida com o bicho). Trata-se de uma ilhota a norte da Ilha Hispaniola, hoje dividida entre Haiti (a oeste) e República Dominicana (a leste).
Em Tortuga, a partir de 1630, e na parte não-espanhola da ilha maior, vivia um tipo original de "colono". Eram sujeitos independentes, exímios atiradores que viviam da caça e pesca. Defumavam a carne sobre uma grelha de madeira chamada "boucan", ganhando dela o nome de "bucaneiros". Outra atividade à qual se dedicaram com gosto foi a pirataria.
A princípio os bandos de bucaneiros atacavam pequenos navios costeiros espanhóis a partir de simples canoas. Em um processo que caracterizou, a partir daí e até o fim, a pirataria no Caribe, eles usavam suas presas menores para conquistar embarcações maiores. De canoas eles tomavam escunas, com as escunas tomavam navios oceânicos de três mastros.
Boa parte dos bucaneiros era de ascendência francesa, como mostra a origem do nome. Mas outro grande impulso à pirataria caribenha surgiu graças a um belo golpe inglês, a tomada da Ilha de Jamaica em 1655. Sua localização estratégica, bem no centro do Mar do Caribe, fez da colônia inglesa o ninho de piratas ideal. Port Royal tornou-se a base perfeita para os ladrões do mar. Ali eles estavam protegidos, podiam vender as cargas que apresavam - açúcar, tabaco, escravos - e tinham acesso àquilo que os marinheiros mais ansiavam: bebida à vontade e mulheres.
Para azar dos piratas e sorte dos arqueólogos, um terremoto devastou Port Royal na manhã de 7 de junho de 1692, jogando dois terços da cidade debaixo d'água. Morreram cerca de 2 mil pessoas na hora, mais 3 mil nos dias seguintes. O sítio arqueológico de Port Royal tornou-se uma "Pompéia dos piratas", segundo o arqueólogo Roger Smith, da Universidade Texas A & M, dos EUA. Para Smith, esse ninho de piratas "é talvez o mais importante sítio arqueológico inglês do século XVII no mundo".
Alguns piratas mais espertos politicamente conseguiam se reabilitar e se tornar socialmente respeitáveis, como o velho bucaneiro inglês Henry Morgan, que se tornou vice-governador da Jamaica. Depois da pirataria "semi-oficial" do final do século XVI, surgiu essa "pirataria social" dos bucaneiros no século seguinte, uma expressão usada pelo pesquisador francês Philippe Jacquin. Deixava de ser o mero banditismo no mar para "se enraizar" nas comunidades marítimas e de colonos caribenhos, segundo Jacquin, da Universidade de Lyon, França.
Um dos maiores sucessos dos bucaneiros franceses ocorreu no final do século XVII, exatamente no fim de sua era. Foi a tomada de Cartagena (Colômbia) em 1697, então bem mais fortificada que a cidade colonial atacada por Drake um século antes. O ataque foi feito junto com forças navais francesas, mas o papel dos bucaneiros foi importante. Uma das testemunhas da vitória francesa foi o primeiro-tenente Louis de Chancel de Lagrange, que em 1711 também estaria a bordo de um dos navios da frota que entrou na Baía de Guanabara e tomou o Rio de Janeiro. Essa frota, comandada por um dos maiores heróis navais franceses, o corsário René Duguay-Trouin, era um misto de navios corsários e navios regulares da Marinha real.
Mas foram os ingleses - a partir de 1707 "britânicos", depois da união das coroas escocesa e inglesa - que se tornaram os principais protagonistas da era "dourada" da pirataria caribenha, nas primeiras décadas do século XVIII. Foi por essa época que a bandeira negra - com ou sem crânios ou esqueletos - passou a ser símbolo da pirataria. Entre 1716 e 1726, o Caribe foi assolado por cerca de 5 mil piratas, dos quais três quartos eram britânicos ou de sua colônia americana - que se tornaria os Estados Unidos. Foi o caso de alguns dos piratas popularmente mais conhecidos graças ao cinema, como Edward Teach, o Barba Negra, e o capitão William Kidd.
Essa pirataria também não era apenas banditismo. Muitos piratas eram marinheiros comuns barbaramente explorados por seus capitães. Terminavam se amotinando e tomando o navio. Segundo Marcus Rediker, da Universidade Georgetown, EUA, autor de um clássico estudo sobre marinheiros e piratas no século XVIII, entre 1700 e 1750 houve 60 motins registrados a bordo de navios mercantes anglo-americanos - "talvez uma pequena parte dos que realmente ocorreram". A lei era clara: os amotinados estavam condenados à morte pela rebeldia. Como resultado, muitos optavam por ser piratas.

Prefácio

analus2jack — 14-02-2008 GTM 1 @ 17:54 Tags:

Post do JackSejam bem vindos ao navio pirata, onde aqui vocês podem viver grandes aventuras conosco. Mas se vc não sabe sobre os piratas, não têm problema. Nós vamos explicar.

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História da pirataria

Um pirata cavando à procura de um tesouro.O primeiro a usar o termo pirata para descrever aqueles que pilhavam os navios e cidades costeiras foi Homero, na Grécia antiga, na sua Odisseia. Os piratas são aqueles que pilham no mar por conta própria, embora hoje em dia este termo já seja aplicado a qualquer pessoa que viola alguma coisa (como por exemplo os piratas do ar ou os piratas informáticos).

Eles navegavam nas rotas comerciais com o objetivo de apoderarem-se das riquezas alheias, que pertencessem a simples mercadores, navios do estado ou povoações e mesmo cidades costeiras, capturando tudo o que tivesse valor (desde metais e pedras preciosas a bens) e fazendo reféns, para extorquir resgates. Normalmente esses reféns eram as pessoas mais importantes e ricas para que, assim, o pedido de resgate pudesse ser mais elevado.

Primeiramente a pirataria marítima foi praticada por gregos que roubavam mercadores fenícios e assírios desde pelo menos 735 a.C. A pirataria continuou a causar problemas, atingindo proporções alarmantes no século I d.C., quando uma frota de mil navios pirata atacou e destruiu uma frota romana e pilhou aldeias no sul da Turquia.

Na Idade Média, a pirataria passou a ser praticada pelos normandos (que atuavam principalmente nas ilhas britânicas, França e império germânico, embora chegassem mesmo ao Mediterrâneo e ao mar Morto), pelos Muçulmanos (Mediterrâneo) e piratas locais.

Mais tarde esta difundiu-se pelas colônias europeias, nomeadamente nas Caraíbas, onde os piratas existiam em grande quantidade, procurando uma boa presa que levasse riquezas das colónias americanas para a Europa, atingindo a sua época áurea no século XVIII.

Desenho representando um pirata com tapa-olho, espada, perna de pau e um papagaio no ombro.Do fim do século XVI até o século XVIII, o Mar do Caribe era um terreno de caça para piratas que atacavam primeiramente os navios espanhóis, mas posteriormente aqueles de todas as nações com colônias e postos avançados de comércio na área. Os grandes tesouros de ouro e prata que a Espanha começou a enviar do Novo Mundo para a Europa logo chamaram atenção destes piratas. Muito deles eram oficialmente sancionados por nações em guerra com a Espanha, mas diante de uma lenta comunicação e da falta de um patrulhamento internacional eficaz, a linha entre a pirataria oficial e a criminosa era indefinida.

As tripulações de piratas eram formadas por todos os tipos de pessoas, mas a maioria deles era de homens do mar que desejavam obter riquezas e liberdades reais. Muitos eram escravos fugitivos ou servos sem rumo. As tripulações eram normalmente muito democráticas. O capitão era eleito por ela e podia ser removido a qualquer momento.

Eles prefiriam navios pequenos e rápidos, que pudessem lutar ou fugir de acordo com a ocasião. Preferiam o método de ataque que consistia em embarcar e realizar o ataque corpo a corpo. Saqueavam navios de mercadores levemente armados, mas ocasionalmente atacavam uma cidade ou um navio de guerra, caso o risco valesse a pena. Normalmente, não tinham qualquer tipo de disciplina, bebiam muito e sempre terminavam mortos no mar ou enforcados, depois de uma carreira curta, mas transgressora.

No auge, os piratas controlavam cidades insulares que eram paraísos para recrutar tripulações, vender mercadorias capturadas, consertar navios e gastar o que saqueavam. Várias nações faziam vista grossa à pirataria, desde que seus próprios navios não fossem atacados. Quando a colonização do Caribe tornou-se mais efetiva e a região se tornou economicamente mais importante, os piratas gradualmente desapareceram, após terem sido caçados por navios de guerra e suas bases terem sido tomadas.

Desde aí a pirataria vem perdendo importância, embora em 1920 ainda tivesse a sua importância nos mares da China.

Atualmente, a pirataria revela-se mais incidente no sudeste asiático e ainda nas Caraíbas, sendo os locais de ataque espaços entre as ilhas, onde os piratas atacam de surpresa com lanchas muito rápidas.

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